quinta-feira, 5 de maio de 2011
Ela pode estar olhando tuas fotos neste exato momento. Por que não? Passou-se muito tempo, detalhes se perderam. E daí? Pode ser que ela faça as mesmas coisas que você faz escondido, sem deixar rastro nem pistas. Talvez, ela passa a mão no cabelo mal arrumado e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram teus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças. As boas. Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ela pode pensar em você. Todos os dias. E, ainda assim, preferir o silêncio. Ela pode reler teus recados, procurar o teu cheiro em outros cheiros. Ela pode ouvir as tuas músicas, procurar a tua voz em outras vozes. Quem nos faz falta, acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape. Talvez, ela perceba que você faz falta e diferença, de alguma forma, numa noite fria. Você não sabe. Ela pode ser a guria com quem passará aquele tão sonhado verão em Paris. Talvez, ela volte se você deixar. Ou não.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário